O Governo responde aos ‘tratores’ com promessa de defesa na Europa nasshliski

Data: 12 de fevereiro de 2024 Horário: 15h29min39s

O Ministro da Agricultura, Pescas e Alimentação, Luis Planas, enfrenta há vários dias uma nova vaga de ‘tractoradas’ ou mobilizações rurais com maior impacto do que as registadas em 2020. Face a esta sacudida dos agricultores e pecuaristas espanhóis, Planas tem reiterou o seu compromisso de defender os seus interesses perante Bruxelas. Especificamente, anunciou que no Conselho Europeu de Ministros da Agricultura agendado para o próximo dia 26 de fevereiro “vou debater a simplificação da PAC”. Nesse sentido, reconheceu que “devido à sobreposição de leis e à não revogação das anteriores, pode haver uma situação em que agricultores e pecuaristas sintam uma pressão muito forte”. Algumas declarações do ministro durante entrevista ao programa ‘Más de Uno’ na Onda Cero.

Neste sentido, acrescentou que vão falar também da Lei da Cadeia Agroalimentar, cujo reforço é exigido pelas principais organizações agrícolas e pelos seguros agrícolas. Um valor que se torna muito relevante face ao impacto das alterações climáticas e que no ano passado registou o maior pagamento de indemnizações desde a criação do actual sistema de seguros (Agroseguro) com mais de 1,4 mil milhões de euros em reparações ou indemnizações. “Isto envolve o Governo, a União Europeia e as comunidades autónomas, uma parte do desenho”, sublinhou o ministro em diversas ocasiões durante a entrevista.

Questionado sobre a pluralidade de protestos e plataformas por detrás das dezenas de mobilizações que se espalham por todo o território nacional, Planas destacou que “há várias realidades por baixo: quem pode ou não pode competir, quem exporta muito – exportou num volume recorde”. número – e aquele que as importações sofrem.” Nesta linha, distinguiu as mobilizações promovidas pelas três principais organizações agrárias Asaja, COAG e UPA, que reconheceu como “interlocutores regulares” face aos protestos organizados pela Unión de Uniones, “uma cisão da COAG e muito presente em algumas zonas do país” e plataformas como a 6F às quais tem atribuído diferentes orientações. O ministro defendeu o “diálogo” iniciado com ASaja, COAG e UPA, oficializado há poucos dias com reunião no Ministério da Agricultura. “Delineamos 10 temas, exceto a interrupção de tratados com terceiros países que dependem diretamente de Bruxelas, como cláusulas espelho e seguros agrícolas”, explicou.

Planas, que em diversas ocasiões reiterou seu “respeito” pelas mobilizações rurais, alertou em referência a algumas plataformas como o transporte que não confundem certos interesses como os dos agricultores e pecuaristas. Nesta linha, vê como “errada” qualquer orientação anti-europeia do debate sobre a PAC, uma vez que, na sua opinião, “se não existisse, teria de ser criada” e reivindicou o ‘tappering’ ou limite máximo introduzido na o recebimento da ajuda, que já está contemplado no atual Plano Estratégia PAC 2023-2027.

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