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28 pessoas absolvidas de lavagem de dinheiro no caso Panama Papers, Operação Lava Jato

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Um juiz absolveu 28 pessoas acusadas de lavagem de dinheiro em um caso internacional conhecido como Panama Papers, incluindo o cofundador de um escritório de advocacia que, segundo autoridades, estava no centro de uma conspiração para esconder dinheiro ligado a atividades ilegais.

Jurgen Mossack fundou a Mossack & Fonseca com o então associado Ramon Fonseca, que morreu em maio. Mossack foi absolvido na sexta-feira junto com outros depois que um juiz panamenho concluiu que as evidências contra Mossack não estavam de acordo com a cadeia de custódia depois que as autoridades invadiram o escritório da empresa agora extinta.

Os promotores acusaram Mossack, Fonseca e outros de criarem empresas offshore e de usarem transações complexas para esconder dinheiro de atividades ilegais relacionadas ao chamado escândalo de corrupção na lavagem de carros envolvendo a construtora brasileira Odebrecht, que se declarou culpada em um tribunal federal dos EUA de uma acusação relacionada a utilizar empresas de fachada para esconder milhões de dólares em subornos pagos em todo o mundo para ganhar contratos públicos.

O juiz observou que outras evidências no caso Panama Papers “não foram suficientes nem conclusivas para determinar a responsabilidade criminal do acusado”.

Além disso, o juiz suspendeu as medidas cautelares pessoais e patrimoniais contra todos os réus, segundo nota judicial.

Uma pessoa cruza as pernas enquanto está sentada em uma mesa.
Ramon Fonseca, sócio do escritório de advocacia da Mossack, é visto em seu escritório na Cidade do Panamá em abril de 2016. (Arnulfo Franco/The Associated Press)

“Sentimo-nos satisfeitos no meio de emoções contraditórias, porque muitas vidas foram afetadas ao longo do caminho”, disse Guillermina Mc Donald, que foi advogada de defesa da Mossack e da Fonseca, à Associated Press. Sua empresa também representava 80% dos colaboradores da empresa acusada.

A juíza Balaoisa Marquinez decidiu combinar o caso Panama Papers com outro conhecido como “Operação Lava Jato”, uma grande investigação anticorrupção que começou no Brasil.

Na sexta-feira, ela decidiu que no caso da lavagem de carros, “não foi possível determinar a entrada de dinheiro de origem ilícita, proveniente do Brasil, no sistema financeiro panamenho com a finalidade de ocultar, dissimular, dissimular ou ajudar a evadir as consequências legais do crime anterior”.

Em junho de 2022, Mossack, Fonseca e outras 37 pessoas foram absolvidas em um caso separado de lavagem de dinheiro.

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A investigação no Brasil começou em 2014, com a empresa Mossack & Fonseca posteriormente sendo investigada após o vazamento de 11 milhões de documentos financeiros vinculados à empresa.

As repercussões do vazamento foram generalizadas: levou à renúncia de um primeiro-ministro na Islândia e trouxe escrutínio aos atuais ex-líderes da Argentina e da Ucrânia, aos políticos chineses e ao presidente russo, Vladimir Putin, entre outros.

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